sexta-feira, 6 de maio de 2011

E se...


E se eu tentar, crescer, caminhar, percorrer...
Rimas e desencontros - noites pensando no nada- sem moral, sem razão.
Creio que talvez o invisível crie seu envoltório. Ou talvez - com certeza - do mesmo modo fique.
Queria que a simples felicidade viesse à tona, ou, a infelicidade se desfizesse de minha vida. Não, não sou infeliz.
O sorriso sublime que me falta, a metade que certamente está em falta.
Mas que contradições! Pergunto-me se tenho capacidade de escrever. Tudo parece ser tão irônico.
Tenho medo do mar, tenho dor de mim, sorte ou azar. Sol, luz e escuridão. Imensidão. Sem sentido. Não tenho sentido. Creio que há de vir. Ou não.
Viver a experiência alheia, ignorar o errado, seguir o correto. Faça ao contrário, se arrependa. Chore, grite e exclame. Tenha medo. Peça socorro. Caia com suas próprias pernas; erga-se com suas próprias muletas.
Construa um alicerce baseado nos sonhos alcançados, nos que deseja alcançar e no sonho nem sonhado.
Pare de entender, não acredito somente na lógica. Não existe uma lógica para este drama.
Drama? Sim, eu sou dramática. Assumo. Mudo. Desisto. Recomeço. Persisto. Termino. Ganho. Perco. E tudo começa desde o início.

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